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21.maio
ENTREVISTA: Kendall fala sobre ser o novo rosto da Longchamp para o The Sunday Times

Recentemente, Kendall foi revelada como a mais nova embaixadora da grife francesa, Longchamp. Estrelando sua última campanha Outono/Inverno 2018, nossa modelo favorita concedeu uma entrevista exclusiva para Jane McFarland do The Sunday Times, onde fala sobre sua relação com cavalos e mais. Confira abaixo a entrevista completa e traduzida pela nossa equipe:

ENTREVISTA: Um olhar exclusivo na nova campanha de Kendall Jenner com a Longchamp

Kendall Jenner conquistou a moda para se tornar a modelo mais bem paga do mundo. Nós falamos com ela entre selfies.

 

Ao entrevistar Kendall Jenner, há um milhão de perguntas que você gostaria de fazer, de preferência sobre várias taças de vinho. O mais recente escândalo de Kanye West no Twitter é um elefante óbvio na sala, assim como o namorado de Jenner, a estrela do basquete Blake Griffin, sem mencionar sua sobrinha Stormi Webster, a mais recente adição à dinastia Kardashian. Mas com mais de 90 milhões de seguidores no Instagram e um salário anual de US $ 22 milhões no ano passado, Jenner é agora o modelo mais bem paga do mundo, e a realidade menos suculenta é que todos os assuntos acima estão oficialmente fora dos limites e há uma enorme comitiva no espaço quando nos reunimos em Nova York – incluindo seu esquadrão de glam, gestão e três representantes da Longchamp, graças ao último show de Jenner como o rosto da marca. Bem-vindo ao mundo moderno da supermodelo.

JM: Você está trabalhando no mundo da moda há quatro anos – você acha que não precisa mais provar a si mesma?

KJ: Na maioria dos dias, eu me sinto assim – eu sinto como, OK, eu estabeleci isso, é legal, incrível. E então, em alguns dias, você realmente se sente “Oh, merda, como se eles não o tivessem ainda”, ou o que seja, mas tudo bem. Eu não estou viajando. Eu tento não pensar muito sobre o que outras pessoas estão dizendo ou pensando.

JM: Não nesta indústria, caso contrário você ficaria louca.

KJ: Sim, certo. Sempre haverá aqueles pessimistas.

JM: Você pode escolher com quem trabalha hoje em dia. O que você procura ao selecionar marcas para representar?

KJ: Eu estou obviamente, procurando por aquela conexão genuína, algo que faz mais sentido, e acho que a Longchamp faz. Este é o seu 70º aniversário este ano, então eu acho que é o momento perfeito para eu “pular dentro” e estou super animada. Deve ser incrível.

JM: Literalmente, pulando em cima de um cavalo. Deve ter sido uma campanha divertida para você filmar.

KJ: Foi, foi muito divertido, eu nunca fiz nada parecido e sempre quis fotografar com um cavalo.

JM: Você recentemente pulou uma temporada de desfiles. Você sentiu falta?

KJ: Eu tenho trabalhado solidamente por 4 anos e meio, então foi bom ter um momento de descanso. A parte estranha é que eu realmente não fiquei com medo de pular essa temporada – eu acho que estava mentalmente preparada para tirar uma folga. Claro, eu amo seguir os shows. É uma parte da minha vida ainda, eu não estou indo embora. Então, eu gosto de acompanhar e é divertido, além disso, quero saber o que devo usar.

JM: Você tem algum designer que você sempre apóia?

KJ: Eu realmente amo o Virgil [Abloh] porque ele é um amigo há muito tempo e ele arrasou, ou melhor, ele está arrasando com a Off-White. Ele só tem uma coisa muito legal acontecendo agora, e ele é como o mano, como literalmente ele faz parte do meu time. Ele é apenas o cara mais radiante.

JM: Então, como você gasta seu tempo de inatividade em Los Angeles?

KJ: Droga, eu sinto que tenho falado muito sobre meus cavalos.

JM: Qual é a sua contagem atual?

KJ: Eu tenho dois cavalos e um cachorro, esses são todos meus filhos. Ela é dobermann e é incrível, e eu faço isso. Eu monto meus cavalos e depois saio com meus amigos se não estou trabalhando.

JM: Você monta a vida toda, pratica outros esportes?

KJ: Quando eu era mais jovem, literalmente, você nomeia isso, eu joguei – todo e qualquer tipo de esporte. Eu era como a maior moleca. Eu realmente não faço muito mais além de cavalgar. Meu pai adoraria se eu jogasse golfe. Eu costumava odiar quando era criança, mas eu era naturalmente boa nisso e meu pai é um grande golfista. Meu pai me mostrava para todos os seus amigos o tempo todo. Tipo, eu iria, e ela ficaria tipo: “Entre no driving range e apenas faça sua coisa, eu vou trazer meus amigos.” Eu ainda posso acertar um bola, mas eu simplesmente não pratico.

JM: E os seus carros?

KJ: Eu amo carros. Eu sou um produto do meu pai. Eu amo esportes e carros e coisas assim. Meus carros também são meus filhos. Eu tenho um Corvette de 56, é da cor Tiffany Blue. Eu gosto de chamá-lo de Tiffany. Eu acho que é tecnicamente chamado de outra coisa. E então eu tenho um Cadillac Eldorado de 1960.

JM: Você gasta muito do seu tempo em um carro em Los Angeles que pode muito bem ser bonito.

KJ: Eu quero algo mais flexível em seguida, no entanto. Eu sinto que ambos os meus carros são carros de fim de semana. Eu quero algo que eu possa dirigir o tempo todo, como um Mercedes antigo ou até mesmo um Bronco.

JM: Eu queria te perguntar sobre o seu domingo ideal.

KJ: Meu domingo ideal… Bem, na verdade, falando de carros, os domingos são o dia do meu carro. As pessoas trazem seus carros clássicos para fora e dirigem por aí. É LA, então o clima geralmente é muito bom, e é de cima para baixo ou o que seja. Então, isso seria uma parte disso, dirigir isso para algum lugar, talvez ir a Malibu e almoçar, ou apenas sair com meus amigos em uma piscina ou algo assim.

JM: Eu li que você está interessado em interiores. Você está reformando?

KJ: Sim, estou bem nisso. Eu sinto que se eu não fosse uma modelo, provavelmente estaria fazendo algo com imóveis ou arquitetura. Então eu não quero dizer errado, mas o nome dele é Axel Vervoordt, eu acho, e ele é meu designer de interiores favorito agora.

JM: Qual foi a sua última refeição?

KJ: Em Nova York? No (restaurante) Carbono. É o melhor lugar do planeta.

JM: Você cozinha muito?

KJ: Eu quero começar. Eu decidi com um par de amigos que deveríamos começar a fazer aulas de culinária em casa. Como, toda semana, um chef vem e nos ensina um prato.

JM: Como um divertido MasterChef em casa?

KJ: Exatamente.

 

Tradução e Adaptação: Equipe Kendall Brasil.

Backstage 2018 > Longchamp

 

Fonte: The Sunday Times



12.maio
Categorias: Entrevista
Kendall Jenner é entrevistada por Lana Del Rey para a revista Elle

Como já postamos Kendall Jenner é a capa da edição de junho 2018 da revista estadunidense de moda Elle, sua primeira capa. A modelo que recentemente fechou contrato com marcas como Longchamp e Tiffany & Co., foi entrevistada pela incrível cantora Lana Del Rey como parte da história de capa da revista. Kendall contou um pouco sobre a sua família, seu problema com ansiedade que vem afetando boa parte de seu trabalho e comentários das redes sociais. Confira abaixo a tradução realizada pela nossa equipe:

“Estou super relaxada agora”, diz Kendall Jenner com uma atitude de skatista. Isso porque, para sua primeira reportagem de capa da ELLE, a modelo de 22 anos pediu que ela não falasse com ninguém. Ela queria que fosse alguém que ela conhecesse e estivesse confortável. Alguém com quem ela compartilhava o amor pela boa música e pelos carros clássicos. Digite Lana Del Rey, a estrela pop, queridinha da moda e amiga da Casa Kardashian.

As duas estão conversando ao telefone – Jenner em sua casa em Los Angeles e Del Rey no Brasil, entre turnês – discutindo sua saúde mental. As lutas de Jenner com a ansiedade foram um tópico central na última temporada de Keeping Up With the Kardashians, e Del Rey, por exemplo, entende. “Eu não falo muito sobre a minha ansiedade ao longo dos anos”, a cantora, 32, diz a Jenner. “Mas uma das coisas legais que surgem é o foco no autocuidado. Eu faço meditações por alegria e felicidade e tento não me espalhar muito.” Jenner agradece o conselho. “É interessante; Desde que eu disse algo sobre estar ansiosa, muitas pessoas do centro das atenções vieram até mim, dizendo: ‘Oh meu Deus, eu também!’ Existe essa comunidade. Eu pego o que eles fazem para se ajudar e juntar tudo para encontrar o que me ajuda.”

Jenner começou a praticar a Meditação Transcendental e acaba a noite com um pouco de Netflix. “Quando estou prestes a adormecer, vou colocar no Trailer Park Boys”, diz ela. “Eu amo isso; é tão estúpido.” Ela menciona que um amigo tem um curador que “simplesmente fica na casa para ter energia boa. Eu recebo uma vibração incrível dele. Eu estava tipo, você precisa estar perto de mim agora.”

Jenner conheceu Del Rey há quatro anos, a ocasião foi o jantar de ensaio Kardashian-West no Palácio de Versalhes. Sim, aquele Versailles, onde Kanye West organizou uma performance surpresa da cantora de “Young and Beautiful” como presente para sua noiva. Jenner trai sua fangirl interior em recordar seu primeiro encontro: “Eu estava tipo, ‘Oh meu Deus, ela é tão incrível e, como, mágica em pessoa.’ Ela acrescenta, um pouco envergonhada, “Você provavelmente pensou, ‘Ela é apenas uma garotinha’” Del Rey garante a ela que não, ela não acha isso, mas concorda que a noite foi completamente surreal. “Eu não conseguia acreditar que estava cantando para todos no meio de um palácio,” diz ela. Del Rey mudou seu repertório no último minuto para incluir um pedido especial de música – ela acha que foi “Blue Jeans” – de Kendall. Ou foi Kylie? Os detalhes estão perdidos neles agora, mas “Eu estava, Oh merda, ok, eu vou jogar isso na mistura,” diz Del Rey.

A cantora e agora a supermodelo se tornaram amigáveis quando se viam em vários shows, eventos de moda e festivais, incluindo o Coachella. Del Rey está chateada por perder o festival deste ano. Ela ainda estará em turnê no exterior. “Você vai ter que viver por nós duas!” Ela comanda. “Vou enviar fotos”, Jenner promete.

Para dois espíritos afins, uma colaboração Del Rey/Jenner parece apenas natural. Poderia um videoclipe estar no horizonte? “Eu não acho que isso depende de mim!” Jenner diz rindo. Del Rey diz que é mais provável. “Tenho certeza de que faremos algo em algum momento. Pode até não ser um vídeo. Nós temos muitos amigos em comum. Pode ser algo vanguardista, como um pequeno projeto de arte”. Jenner ressalta que essa conversa conta como algo. Um telefonema hoje em dia é, afinal de contas, uma anomalia. Quem fala quando você pode enviar texto? Para Jenner, é um momento de paz longe do constante dilúvio da tagarelice das Kardashians. “Eu não posso checar meu telefone por dois minutos e há, digamos, 100 mensagens de texto. Na maioria das vezes, meu bate-papo em grupo familiar está no modo silencioso. Não consigo usar no modo vibrar.” Ela não sai totalmente porque, bem, família, mas também porque a cadeia de texto é uma de suas fontes de informações. “Isso me dá uma dose diária de notícias às vezes. Como esta manhã, foi anunciado que Virgil [Abloh] é agora o designer da Louis Vuitton para homens. Eu recebi isso no meu chat em grupo familiar. Virgil tem sido um mano para sempre.”

Del Rey, que tem um irmão e uma irmã, inveja a união da família de Jenner. Tantos irmãos adultos dificilmente se comunicam. “Acho que essa é uma das razões pelas quais as pessoas adoram seguir o que você faz e ver a família crescer – é incomum”, diz Del Rey. “Está sempre crescendo…” Jenner murmura conscientemente: “Toda vez que eu acho que acalmou um pouco, alguém está tendo um bebê.”

A adição mais recente, do tempo da imprensa, foi a filha de Kylie Jenner, Stormi. A jovem de 20 anos só confirmou sua gravidez após o nascimento do bebê em fevereiro passado. A mais velha Jenner admite que levou um minuto para processar a notícia. “É obviamente um pouco estranho que sua irmãzinha esteja tendo um bebê antes de você. Eu não esperava que isso acontecesse assim. Mas é lindo.” Ela diz que a maternidade amoleceu Kylie. “Isso nos aproximou ainda mais. Nós sempre fomos muito próximas, mas nós brigamos o tempo todo. Isso fez dela um pouco mais amorosa comigo.”

Um dos antigos argumentos das irmãs, desde que se estabeleceram, foi a amizade de Kendall com o modelo Hailey Baldwin. “Ela era, na verdade, a melhor amiga de Kylie e eu era boa amiga de sua prima Ireland [filha de Alec Baldwin]. Hailey morava em Nova York, e sempre que estávamos lá, saíamos com ela.” Durante a primeira New York Fashion Week de Kendall, ela diz que “roubou Hailey de Kylie. A partir de então, ela é a minha mana. No começo, Kylie estava brava; Eu tive que trazê-las de volta e falar, “Não, está tudo bem, pessoal.” Mas está tudo ótimo; essa é a nossa história de amor.

Sobre o amor romântico real, Jenner é menos crente. Ela e Del Rey foram ligadas a músicos – no canto de Jenner: Harry Styles e A$AP Rocky; e no de Del Rey: G-Eazy e a cantora escocesa Barrie-James O’Neill. Elas escolhem cuidadosamente suas palavras ao discutir seus relacionamentos com artistas. “Metade das pessoas que entram na música, essa é a versão deles de serem vistos, então você tem muitas pessoas narcisistas”, adverte Del Rey. “Eu me considero sortuda”, diz Jenner. “Eu nunca tive uma experiência muito ruim. É muito legal ver alguém mergulhar em algo tão profundamente. E eu não sei, a maioria do meu grupo de amigos é tudo muito criativo. Eu olho para eles, e eu gostaria de poder ser mais como eles e colocar os meus sentimentos em um pedaço de papel e transformá-lo em uma música.”

Mas Jenner é mais reservada. Especialmente nas mídias sociais, onde nem ela nem Del Rey estão inclinadas a postar a cada segundo de cada dia. Para Del Rey, o Instagram e o Twitter são ótimos para compartilhar notícias profissionais, mas em um nível pessoal, ela diz que está trabalhando demais para oferecer sua vida para consumo constante do público. “Eu tenho feito mais histórias no Instagram, mas eu posto apenas o quanto eu estou disposta, porque eu ainda estou processando muitas coisas de mim mesma,” ela diz. É seguro assumir que Jenner é frequentemente obrigada a compartilhar posts patrocinados com seus 89,2 milhões de seguidores no Instagram. Caso contrário, ela saboreia o controle que a mídia social oferece a ela. “É bom poder dizer: quero compartilhar isso? Normalmente na minha vida, eu realmente não tenho escolha, especialmente com paparazzi.” E ela não suporta sair com pessoas que estão prestando mais atenção em seus telefones do que no mundo ao seu redor. “É um vício. Eu vou jantar com meus bons amigos e vejo alguém mexendo no celular. Eles não estão enviando mensagens de texto para alguém, o que eu poderia aceitar. Talvez eles estejam falando sobre algo importante ou lendo um e-mail? Não, eles estão no Instagram e no Twitter. Isso realmente me irrita. Eu fico tipo, ‘Oh meu Deus, você não precisa ver o que todo mundo está fazendo! Não é como se você estivesse na cama agora mesmo.’ Eu me esforço para não ser essa pessoa – não viver minha vida em meu telefone”. Ela evita olhar comentários em seu feed por completo, o que, na opinião dela, é realmente fácil. “Há alguns anos, alguém começou a usar as páginas da Kylie e minhas como forma de se promover. No começo, fiquei aborrecido com isso, mas agora sinto que é uma bênção – me treinou para não olhar meus comentários, nunca.”

Evitar ativamente o barulho incessante à sua volta – seja de parentes ou de estranhos – é talvez a forma como Jenner mantém a sua sensação de calma. “Meus amigos estão sempre assim, ‘Cara, você é muito mais calma e normal do que alguém jamais pensaria.’” Mas Del Rey credita a mãe de Jenner, Kris. “Ela é apenas foda. Porque você está na TV, as pessoas provavelmente pensam que você não está de castigo. Mas [Kris] criou vocês de uma forma que, mesmo quando você se tornou um grande ponto focal, ainda era sobre ser você mesma e arrumar suas vidas.”Jenner concorda que sua criação – mesmo na TV – a manteve humilde. “Eu conheci várias pessoas que penso: ‘Droga! Você foi devorado por tudo isso [fama].’ Eu nunca penso em mim como alguém mais especial do que qualquer outro morador de rua andando na rua.” Um dos melhores elogios que Jenner já recebeu veio de um amigo que disse a ela: “‘Você é a melhor em se esconder à vista de todos.’ Eu fiquei tipo, ‘Maravilhoso, é tudo que eu quero.‘” Del Rey ri e dá a ela uma dica de chapéu: “Sim, isso é um talento. Isso é o que os verdadeiros fazem.”

Fonte: Elle



15.mar
Categorias: Entrevista
Kendall Jenner abre seu coração e fala sobre relacionamentos, sexualidade, Stormi e muito mais para a Vogue US

Kendall Jenner recentemente estampou a capa da Vogue US, edição de Abril de 2018. Em entrevista, nossa musa bateu um longo papo com Jonathan Van Meter e comentou sobre diversos assuntos do seu cotidiano, desde rumores a até como se sentiu quando a pequena Stormi Webster, filha de Kylie Jenner, nasceu. Confira a matéria completa traduzida por nossa equipe:

 

Kendall Jenner fala verdadeiramente sobre sua carreira, suas controvérsias e sua vida priavada

 

Kendall Jenner instala seus cavalos em um celeiro despretensioso chamado Huntover. Fica localizado em uma mancha dolorosamente romântica escondida na comunidade fechada de Bell Canyon, Califórnia, a cerca de cinco milhas de onde ela cresceu em Calabasas. Huntover é de propriedade de um homem gay de meia idade, Mark Bone, que Kendall conhece desde os treze anos, quando costumava andar e treinar com ele em uma instalação maior, não muito longe daqui.

“Este é o meu pequeno baaarn!”, Grita Kendall, parecendo incrivelmente legal em calças de couro preto cintilante, enquanto ela atravessa um dramático arco de estilo missionário em direção a onde Mark e eu estamos de pé, exatamente fora de suas duas bancas. Seus cavalos, Belle e Dylan – as duas irmãs do sangue quente européias treinadas como jumpers – balançam suas cabeças e se queixaram ao som da voz de seu dono. Kendall as alimenta da palma da mão, enquanto ela e Mark conversam sobre pessoas de cavalos, incluindo Bella e Gigi Hadid, que também são cavaleiras realizadas.

“Para onde você irá esta vez?”, Ele pergunta logo, provocando a modelo mais bem paga do mundo. “Nova York”, diz ela. “É o mês… de desfiles” Ela revira os olhos. “Mas eu só estou fazendo uma semana”. Esta é uma das razões pelas quais Kendall conseguiu começar a montar de novo: depois de alguns anos de trabalho ininterrupto, ela recuou um pouco do trabalho árduo que é estar no topo do mundo das modelos.

É uma manhã quente de fevereiro, e a neblina está apenas queimando. Kendall está aqui para montar em Dyl, como ela a chama, uma égua que ela tem por apenas duas semanas. Quando Kendall se dirige para o bloco de montagem, Dyl está assustada por conta de dois cachorros sentados debaixo de uma árvore. “Oh, você tem medo dos cachorros”, murmura Kendall. A relação entre cavaleira e a égua é uma coisa muito particular – há química e confiança envolvida, um período de se acostumar com as idiossincrasias uns dos outros. Pessoas que convivem e gostam de cavalos usam essa expressão sobre obter um cavalo novo: comprar um amigo. Para alguém que sofria de acne grave quando criança e teve problemas para fazer amigos, a conexão de Kendall com criaturas tão sensíveis não era apenas formativa; foi crucial. “Ainda estou aprendendo”, diz Kendall. “Vai demorar alguns meses. É como com qualquer pessoa: você se apaixona e então sentem um ao outro”. O que você sabe até agora? “Ela é uma garota muito boa. Ela ouve. Ela é inteligente”.

Kendall entra no ringue e leva Dyl por alguns passos fáceis. Ela teve seu primeiro pônei quando tinha dez anos e, como adolescente, ajudou uma mulher que possuía vários cavalos. “Eu andava com esta senhora das 8:00 da manhã às 8:00 da noite, eu andava com todos os seus cavalos para ela todos os dias”. E, na nona série, Kendall saiu da concha: ela ganhou um namorado e se tornou uma líder de torcida. Quando começou a modelar, não muito tempo depois, a equitação parou completamente. “A pior coisa que já fiz”, diz ela.

Belle chegou cerca de um ano atrás, na hora em que Kendall sentia-se queimada. Ela não teve uma pausa em três anos e meio e sofria de uma ansiedade debilitante e uma misteriosa e intensa dor no pescoço. Ela começou a ter medo de entrar em aviões. “Eu fiz uma meta no início de 2017 para diminuir conscientemente o ritmo, dar mais tempo a mim mesma, ser mais seletiva e não apenas fazer o que meus agentes me dizem para fazer”. Tudo o que aconteceu a trouxe de volta ao celeiro. “Eu fiz isso toda a minha vida – era a minha vida. Eu não me importava com mais nada, eu não gostava de meninos. Isso é o que me deixa feliz”. Ela percebeu que queria ir aos campeonatos – competir em saltos novamente. “É por isso que eu tenho Dyl”. (É também por isso que ela se comprometeu com a Meditação Transcendental. “Eu tinha muitas pessoas na indústria que me diziam: “Eu sei que você está ocupada, o que você faz para manter a calma, legal e recolhida? “E eu dizia, ‘Um, nada?’ ‘E então, um dia, quando eu estava pirando – eu estava tendo vários problemas – eu pensei, “Eu vou tentar então”, e então encontrei essa senhora, ela é incrível, ela me ensinou MT, e eu adoro isso”.)

Alguns minutos depois, Mark está no centro do ringue, enquanto Kendall troteia em círculos em sua volta. Ela monta até onde eu estou de pé na cerca. “Estamos tentando pensar em um nome artístico para mim quando eu for para os campeonatos, porque eu quero estar sob o radar”, diz ela.

“Qual é o seu segundo nome?”, pergunto.

“Nicole”, diz Kendall. “O que acha de Nicole Dylan?”

“Isso realmente funciona”, diz Mark.

Eu descarto a ideia de usar as iniciais, como o escritor A. M. Homes, para que, quando ela se registre, não saberão se ela é um homem ou uma mulher.

“Oooh”, diz Kendall. “Eu poderia ser um menino”.

Kendall Jenner – uma moleca que coleta carros antigos, prefere tênis e calças jeans e um moletom, e anda com um grupo que a maioria são meninos – e não é gay. Na verdade, ela está namorando Blake Griffin, o destaque dos Detroit Pistons. Ela se recusa a confirmar esse fato, mas uma das razões pelas quais podemos estar razoavelmente certos disso é que, no dia seguinte do dia dos namorados, ela me liga de Michigan e quando pergunto por que ela está lá, ela diz com carinho: “Estou visitando um amigo”. Quando pergunto em branco se ela tem namorado, ela diz: “Eu gosto da minha vida privada”. Pausa. “Sim… não. Eu estou feliz. Ele é muito simpático. Tenho alguém que é muito bom comigo”.

Estamos agora em sua Range Rover em direção a Beverly Hills para o almoço. “Por que, eu imagino, a internet parece pensar que você é gay?” Ela ri. “Eu acho que é porque eu não sou como todas as minhas outras irmãs, que são como, ‘Aqui estou eu com meu namorado!’ Então foi uma coisa por um tempo, por que ninguém nunca me viu com um cara. Eu sempre fui para longe das câmeras para ter mais intimidades com caras, furtivamente o tempo todo. Você não quer ficar louca”.

Ela puxa para a auto-estrada, e em poucos segundos vamos a 90 km/h. Kendall continua: “Eu não acho que tenha um só osso bissexual ou gay no meu corpo, mas eu não sei! Quem sabe?! Estou ansiosa pela experiência – nada contra isso – mas nunca estive lá (fiz isso) antes”. Ela pensa por um momento. “Além disso, eu sei que tenho um tipo de… energia masculina? Mas eu não quero dizer isso errado, porque não sou transgênero ou qualquer coisa. Mas eu tenho uma energia difícil. Eu me movo de maneira diferente. Mas para responder a sua pergunta: eu não sou gay. Não tenho literalmente nada a esconder”. Ela solta uma risada mordaz. “Eu nunca esconderia algo assim”.

Ela percebe que são apenas 11:00 da manhã – muito cedo para o almoço – então ela sai da auto-estrada e dirige-se para Kardashistan: Hidden Hills, onde ela cresceu e onde a mãe ainda mora e onde Kylie e Kimye agora agora têm casas. As Kardashian/Jenners podem ter começado como apenas uma outra opção no menu do entretenimento de reality shows, mas já penetrou a cultura tão completamente que você pode odiar elas, mas boa sorte tentando ignorá-las. (“Esta tipo, na moda, odiar a minha família”, diz ela. “Não é tanto que as pessoas realmente acreditam que nós não prestamos, mas isso se tornou uma coisa: se você nos odeia, é uma coisa legal ou algo assim”.)

Paramos na cabine de segurança na entrada do condomínio fechado, a janela do lado do motorista desliza para baixo, e Kendall diz para o guarda, talvez pela milionésima vez, “Oi, sou a Kendall, estou indo para a minha mãe”. Um pouco menos de dois anos atrás, quando jantei com Kendall na casa de sua mãe para uma entrevista para esta revista, Kris Jenner preparou um banquete elaborado para nós e na maior parte do tempo nos deixou sozinhos na sala de jantar para conversar. Mais tarde, porém, ela se juntou a nós por um momento, e enquanto Kendall fazia uma ligação, Kris e eu fomos lá fora para a área da piscina. “Que pessoa adorável”, eu disse. “Minha pequena humana?”, Disse Kris. “Ela é uma boa garota. Ela tem um bom coração. Ela definitivamente está obtendo o máximo de todos os dias. Sua vida com seus amigos me fazem sorrir, porque no ensino médio ela teve alguns amigos, mas então ela foi educada em casa porque estávamos filmando o reality show (KUWTK)… E era só ela e suas irmãs. Então, quando ela começou a modelar, ela fez bons novos amigos e acho que é legal que ela tenha essa vida maravilhosa agora”.

E faz menos de uma semana que a irmã mais nova de Kendall, Kylie, deu à luz ao Bebê Super Secreto. (Os dez filhos da família agora têm treze crianças entre eles). Kylie fez sua toda a sua família assinar acordos de não divulgação. Quando pergunto a Kendall sobre isso, ela expressa primeiro um alívio exasperado de que ela finalmente tem permissão para falar sobre isso. “Não é que é mais emocionante do que os outros partos da família – é diferente e excitante, porque ela é a minha irmãzinha com quem cresci. Todos crescemos em dois: Kourtney e Kim cresceram juntas; Rob e Khloé; Brandon e Brody; Burton e Casey, e então Kylie e eu. Então, ver minha melhor amiga crescer, e ter um bebê? Nos deixou ainda mais próximas”.

Os amigos de Kendall falam sobre o quanto ela é maternal. O seu melhor amigo, Taco Bennett, um DJ de 23 anos e membro do grupo de hip-hop Odd Future, diz: “Ela é como minha segunda mãe – ela é minha mãe no nosso grupo. Sempre que eu fico bêbado, ela cuida de mim”. Diz Kendall: “Meus amigos se divertem comigo e me chamam de Mama Ken, porque eu literalmente tomo o controle de todas as situações. Acho que sou uma aberração por controle. Você sabe quantas vezes eu cuidei dos meus amigos bêbados?”. “Você quer ter filhos?” pergunto. “Estou pronta para esperar”, diz ela. “Eu quero ter filhos, mas lá pelos…28 ou 29”. Ela também pode querer se localizar primeiro.

Quando conheci Kendall há dois anos, eu a peguei em seu condomínio relativamente novo em Westwood, que estava lotado em caixas porque ela estava vendendo e se mudando para uma casa em Hollywood Hills. Agora, enquanto dirigimos por aí, ela anuncia: “Comprei uma casa nova”. Outra? “Sim, tive muitos problemas com a minha última. Eu fui roubada. Eu tinha perseguidores que literalmente invadiram enquanto eu estava em casa. Aconteceu muitas vezes, e acabei me sentindo presa”.

Sua nova casa é, naturalmente, em um condomínio fechado, bem como nas colinas de Mulholland. “Tem um quintal! E uma grande piscina! É toda uma… situação. Posso caminhar. Eu posso adotar um cachorro – e eu posso levar o cachorro para passear”. Então nós levantamos e paramos na frente de sua antiga casa. “OK, então foi aí que eles começaram a filmar KUWTK… Mas agora é uma casa completamente diferente, porque eles a derrubaram, mas o pátio ainda parece o mesmo, e eles mantiveram a entrada da frente e… Meu Deus! Eles mantiveram a nossa casa de bonecas! Essa era a nossa pequena casa de bonecas!”. E, de fato, sob um suporte de árvores no canto do enorme pátio da frente, há uma pequena e elaborada estrutura, como uma casa de árvore deslocada do chão.

A teoria da boa forma da empresa Kardashian – a coisa que a torna de alguma forma universal – pode muito bem ser a simples ideia das meninas que brincam em casas de bonecas. E aqui mesmo, sentado a apenas 50 metros de distância, é algo como o Mount Vernon (um palácio) das Kardashians, mas em miniatura. “O que vocês faziam lá?” Eu pergunto. “Íamos para dentro (da casa de bonecas) brincar e esse tipo de coisa”, diz Kendall, ainda com saudade e à beira das lágrimas. “É loucura”. Nós nos sentamos por um minuto, e então Kendall diz: “Mas eles a reformaram”, e então ela pisa no acelerador e vamos embora.

Nós finalmente chegamos ao Beverly Hills Hotel, onde Kendall evita a entrada principal (e, portanto, o lobby) e dirige para uma rampa de uma garagem subterrânea privada onde, como acontece, sua última compra está estacionada: um roxo, e em perfeito estado Cadillac Eldorado Biarritz de 1960. Dois anos atrás, ela me conduziu por Los Angeles em seu conversível Corvette azul claro de 1956. Eu lembro a ela que ela descreveu isso como “uma forma não tão discreta de transporte”, e ela solta uma risada e diz: “Este é ainda pior, é mais rápido e é um barco”.

Chegamos no andar de cima do Polo Lounge e estamos sentados em uma enorme cabine de canto, e em poucos minutos somos abordados por um estranho casal de franceses na sua lua de mel, esperando uma fotografia. “Ela é uma grande fã”, diz o homem. “Oh, legal”, diz Kendall. “Vocês querem se sentar?” Me demora um minuto a perceber que é simplesmente menos estranho em um restaurante movimentado para os estranhos se sentarem para a foto do que para a estrela se levantar. Quando eles saem, Kendall diz: “Eles eram ambos, tão bonitos – ambos, tipo, bronzeados, com olhos azuis assustadoramente lindos”. Estou impressionado não tanto pelo quanto ela é educada mas também, graciosa. Ela parece estar, sem esforço, em sintonia com a forma como as pessoas em diferentes situações querem e devem ser tratadas.

Virgil Abloh, o designer de Off-White, diz que Kendall é sua musa não por causa de sua aparência, mas por sua personalidade. “Ela exemplifica exatamente o que me inspirou a projetar roupas femininas: ela é independente, forte e segura de si mesma. Ela vem de um lugar de autoconfiança, mas sem ar de arrogância, o que é raro”. Ele acha que Kendall transcende a moda: “Em 30 anos, não ficaria surpreso se as pessoas se esquecessem de que ela era uma das principais modelos do nosso tempo e conhecessem ela por outra coisa”.

Kendall conheceu Taco Bennett no Twitter há sete anos. “Ela é super legal!”, Diz Bennett, que descreve Kendall como um “lobo solitário” – alguém que “se esconde em plena visão, melhor do que ninguém”.

Além de ir mais longe para evitar os olhos curiosos dos paparazzis, Kendall não se esforça para ser uma das mulheres mais famosas e bonitas do mundo. Na verdade, ela está consternada com alguns dos comportamentos que ela vê no mundo rarefeito que ela viaja. “Eu tenho amigos que foram sugados em algo que não é real, e é isso que eu nunca quero fazer. Todo meu objetivo na vida é ficar tão humilde e centrada o quanto eu puder, fazendo as coisas que eu amo”.

Eu vou ser honesto: não esperava conversar com Kendall Jenner sobre a neutralidade da rede ou a falta de água na África, mas essas coisas surgiram. Quando eu pergunto a ela se ela faz algum trabalho de caridade, ela diz: “Minha mãe sempre me ensinou – e acho que há algo na Bíblia sobre isso – quando você faz boas obras para os outros, você não deve falar sobre isso”. Ela permite que ela esteja envolvida com uma organização sem fins lucrativos que ajuda a fornecer água limpa para pessoas que mais precisam dela e ela regularmente visita e traz presentes para crianças no Children’s Hospital Los Angeles em Los Angeles, Califórnia. Em certo ponto eu pergunto: quando as pessoas pensam em você, o que você gostaria que elas pensassem, o que você representa? “Essa é uma boa pergunta”, diz ela, e pondera por um momento. “Tenho apenas 22. Ainda estou tentando encontrar o meu caminho – na vida, não em termos de trabalho”.

Falamos um pouco sobre o ano passado ou desde as últimas eleições. “É muito desmotivador”, diz ela. “Há coisas acontecendo que são apenas assim… horríveis… que você não quer participar de nada. Eu tive dias ultimamente, onde eu só quero sentar na minha cama e não fazer nada. Isso faz com que você tenha medo de sair de casa. É um pesadelo por completo. E eu queria ter o poder de corrigir tudo”. Eu trago o fluxo interminável de notícias sobre assédio sexual e assalto, mais recentemente no mundo da moda. “Por sorte, não fui colocada em uma situação como essa na minha vida”, diz ela. “Já ouvi falar sobre isso por tanto tempo, entendi. Eu posso tentar e entender”.

“Mas, como já foi dito, acho que é algo tão poderoso que, em um tempo que é assim é tão… Merda, por falta de uma palavra melhor… É realmente legal e capacitante ver um monte de mulheres se juntarem e dizer que não vamos defender isso – não estamos indo levemente; nós estamos indo na força total. É o que eu acho tão inspirador”.

Mas 2017 foi um ano difícil para Kendall, em outras formas mais pessoais também. Toda vez que ela fazia algo, parecia que ela era acusada de ser sem noção e de não ser capaz de perceber uma controvérsia de apropriação cultural depois da outra: ser fotografada, como não indígena, para a capa do décimo aniversário da Vogue Índia; para, por exemplo, mas notavelmente, aparecendo em um já conhecido anúncio da Pepsi que foi retirado do ar 24 horas depois que um apego de indignação tocou na terra. Uma falha de fogo multicultural, retratou uma manifestação de protesto falsa, completada com policiais e barricadas, com o elenco de Kendall como modelo que sai de sua sessão de fotos para ver o que é todo o barulho, junta-se ao movimento e cruza as barricadas para entregar a um policial branco uma lata de Pepsi – e depois cumprimenta seus novos amigos do protesto.

“Obviamente, minha intenção não era machucar ninguém”, diz ela. “Honestamente, eu simplesmente me escondi. Me machucou que machuquei ou ofendi outras pessoas”. Ela pensa por um minuto. “Eu já havia sido alvo de gritos e controvérsias antes, mas nada naquela medida. Você nunca pode realmente se preparar para algo assim”.

Pergunto-lhe se – como alguém com tantos amigos negros e membros da família -, alguém falou com ela sobre isso. “Não”, diz ela. “Ninguém veio até mim para explicar aonde eu estava tipo, ‘Oh, entendi’. Mas eu não sou uma idiota. Eu posso ver por mim mesma”. Uma das coisas mais fascinantes sobre as Kardashians é que elas parecem ser tão integradas confortavelmente como uma família. Em um país onde, mostram os estudos, 90% das pessoas brancas não têm amigos negros próximos, acho que isso as torna bons modelos em um aspecto. Quando executo essa noção por Kendall, ela diz, simplesmente: “Mas é assim que cresci”. Ela faz uma pausa por um momento. “Eu não pensei que o anúncio fosse controverso exatamente por esse motivo. Quando aconteceu fisicamente – o cumprimento (com as pessoas do protesto)? Não é sobre isso que todos estavam surtando? – Eu simplesmente não pensei nisso assim”.

Uma das grandes lições que tirou de toda a ladainha complicada que surgiu sobre isso, é estar mais envolvida em cada coisa que ela faz. “Eu sempre estava realmente nervosa em qualquer trabalho”, diz Kendall. “Eu sou um grande prazer para as pessoas julgarem, e é isso que meu trabalho sempre foi: você vem para definir o que foi pensando e você faz o que lhe dizem. Eu não penso em mim mesma como uma pessoa especial na maioria dos dias – eu sou apenas uma garota normal que gosta de sair com seus amigos e gosta de pizza. Minha família, minha agente, meus amigos todos se divertem com isso: garota, você precisa se dar algum crédito. Mas é isso que tirei disso: preciso estar mais presente e prestar mais atenção”. 

Conforme nosso almoço vai acabando, eu percebo que Kendall é aquele tipo raro de pessoa que não é só legal por conta da sua facilidade em lidar com a moda e o hip hop ou por seu estilo relaxado, mas também por conta de seu extremamente extravagante, sincero e genuíno interesse pelos outros. Ela é sensível, vulnerável, e um livro aberto, ótima para bater um papo. Ela não é crítica, metida e nem baixa. Não existe nada, tipo, deixe pra lá. Eu a conto sobre a minha primeira impressão sua há dois anos atrás: que ela claramente esteve passando muito tempo andando com homossexuais de meia idade e artistas com maquiagem e penteados ultrapassados em sessões de fotos, levando-a a aprender com eles seus modos de falar falsamente descolados e fora de moda. Ela apenas respondeu: “Ou talvez vocês estejam aprendendo com a gente”. Touché.

Para alguém tão jovem, Kendall tem a mentalidade de alguém muito mais antigo. “No final da nossa vida”, diz ela, “você não vai se importar se você trabalhou todos os dias ou se você ganhou tanto dinheiro. Você vai se preocupar com os relacionamentos que você construiu e com os laços que você possui e com o amor que você criou. É com isso que você vai se preocupar. Esse é o meu lema: você é o que você deixa para trás”.

 

Tradução e adaptação: Equipe Kendall Brasil

Fonte: Vogue US



23.jan
ENTREVISTA, FOTOS & VIDEO: Clã Kardashian-Jenner estrela campanha da Calvin Klein

Janeiro têm sido um mês agitado para as campanhas publicitárias da nossa modelo favorita. Após ser consagrada como embaixadora da grife italiana Tod’s e de estrelar sua coleção de Primavera/Verão 2018, Jenner brilha novamente ao lado de sua família na nova campanha da #MyCalvins, da grife norte americana Calvin Klein.

Em um papo animado com Edward Barsamian e Steff Yotka; e pelas lentes de Willy Vanderperre, nossa família favorita concede uma entrevista descontraída para a tão prestigiada revista Vogue US. Confira abaixo a entrevista traduzida por nossa equipe:

Raf Simons de Calvin Klein continua seu foco em todas as coisas da Americana, é apenas apropriado que o rótulo tenha escolhido uma das famílias mais discutidas do país para sua última campanha: as Irmãs Kardashian-Jenner.

“A família é tudo”, diz Kim Kardashian West, “então estamos todos juntos fazendo algo especial como esse ensaio, isso significa muito”. O “algo especial” de que ela está falando é atraente nas campanhas globais para Calvin Klein Jeans e Calvin Klein Underwear ao lado de suas quatro irmãs Khloé e Kourtney Kardashian, e Kylie e Kendall Jenner. “Nós estávamos todos em grupo mandando mensagens antes de dizer o quanto somos afortunados de estarmos juntas e esse será o melhor dia”, acrescenta Kim.

Essa sensação de aventura e união estava no cerne da campanha, filmada por Willy Vanderperre, em um local secreto em Los Angeles. As imagens retratam as irmãs posando em um ambiente semelhante a um celeiro e seu foco na unidade familiar é o que atraiu as irmãs para a ideia. “Como irmãs, nós conversamos o tempo todo”, acrescenta Kourtney. “Definitivamente somos uma família moderna, e Calvin Klein encarna a Americana”.

A família Kardashian-Jenner é apenas a mais recente das novas campanhas de jeans e de roupas íntimas orientadas para a família da Calvin Klein, que foram lançadas nas mídias sociais desde novembro. O primeiro foi um grupo de artistas, incluindo Kelela e Dev Hynes escolhidos por Solange Knowles; o segundo, o A$AP Mob; e o terceiro eram Kaia e Presley Gerber. Toda campanha foi filmada no mesmo local rústico com cobertores de retalhos da Calvin Klein também em destaque. Os vários meses de roll out — e uma lista das maiores estrelas — são uma nova abordagem para a marca Calvin Klein em geral, que anteriormente emitiu apenas duas grandes campanhas sazonais.

Mas se nós aprendemos algo do mandato de Simons como o principal criador da marca, é que as coisas estão mudando para melhor. No ano passado, ele liderou uma renovação na loja da Madison Avenue, transformando-a em uma instalação de arte Instagrammable e fez parceria com a Amazon Fashion em novidades inovadoras de férias em Nova York e Los Angeles. As irmãs são, obviamente, fãs de sua direção, também. “Raf teve essa visão americana em um celeiro com minha família”, diz Kim, com Kendall acrescentando: “Tudo o que usamos, a fazenda onde dizemos o ensaio – era tudo icônico”.

Quanto à nova coleção usada pela família Kardashian-Jenners, as peças retornaram ao apogeu dos anos 90 do rótulo. Pense Mark Wahlburg e Kate Moss – a era do minimalismo com sutiãs, calcinhas, shorts de menino e mais peças íntimas em preto ou branco aparado com o logotipo de assinatura da marca. Enquanto isso, o jeans leva pistas do seu rótulo de irmã mais cara, 205W39NYC, com bandas de uniforme e detalhes de cowboy. A peça mais cara da coleção, um smoking de jeans, supera U$168 (cerca de 571,00 reais).

As irmãs têm suas peças favoritas das coleções. Kylie cita os sutiãs e as calcinhas como um destaque particular. “Eles são tão confortáveis, e ainda estou obcecada com eles até hoje”, diz ela. Kendall também concorda, citando ps bralettes (sutiãs sem bojo) de algodão moderno da marca como um vício. “Eu os tenho em todas as cores”, diz ela. Kendall estrelou pela primeira vez na campanha da Primavera de 2016 de Calvin Klein ao lado de Justin Bieber, e também foi fotografada para a campanha Calvin Klein Jeans em 2015. Então, o que era diferente para a modelo desta vez? “Trabalhando juntas, [o que] é raro”, diz Kendall. “Eles se divertem dizendo: “Kendall, nos ensine o que fazer”, mas quando se trata disso, todos sabem exatamente o que estão fazendo”.
Khloé, que estava grávida enquanto fotografava  a campanha, espera que a nova campanha atente sobre a dinâmica autêntica da família. “O vínculo que compartilhamos é infeccioso”, diz ela. “Mesmo que nos escolhemos como irmãs normais, somos as maiores apoiantes do mundo quando se trata de apoiar uma irmã em algo… Quero que as pessoas vejam a unidade, lealdade e força. Somos uma mistura de tudo, e acho que a família é o último sonho americano”.

Confira as fotos clicando nas miniaturas abaixo:

Photoshoots 2018 > Calvin Klein

 

Fonte: Vogue



11.jan
Entrevista e Fotos: Kendall Jenner posa para a capa da Harper’s Bazaar, Fevereiro 2018

Hoje, 11 de Janeiro, fomos presenteados com fotos maravilhosas de Kendall Jenner para a Harper’s Bazaar estadunidense. A modelo estampa a capa da edição de Fevereiro 2018 da revista, a sua primeira do ano, fotografada pelas lentes de Sølve Sundsbø com muita elegância e beleza.

Jenner é clicada em diferente poses, muitas delas em um set com a alusão de chuva, mostrando os looks de diferentes grandes grifes: Balmain, Dior, Burberry, Ralph Lauren, Prada, Chanel, Calvin Klein e Saint Laurent.

Além disso, a revista convidou Cara Delevingne, grande amiga de Kendall, para entrevistar a modelo que contou um pouco sobre o seu estilo, novo hobby e outros fatos interessantes de sua vida agora que completou 22 anos. Confira abaixo:

Photoshoots > 2018 > Harper’s Bazaar US (february)

Magazine Covers > 2018

A verdade nua e crua: Kendall Jenner como você nunca viu antes

Cara Delevingne nos mostra outro lado de Kendall Jenner, a supermodelo mais em demanda do mundo

CARA DELEVINGNE: Feliz aniversário atrasado! Você recentemente completou a idade avançada de 22 anos. Quão velha você se sente realmente?

KENDALL JENNER: Depende. Às vezes eu me sinto uma criança completa quando eu estou sendo boba por uma semana com os meus amigos e, depois, às vezes eu quero ficar em minha casa tomando chá e assistindo filmes antigos como se eu tivesse 60 anos.

CD: Parece certo. Todas as vezes que estamos juntas nós estamos ou brincando de fazer barulhos de pássaros ou sentadas na varando em cadeiras de balanço falando sobre os jovens de hoje. Você se sente uma pessoa realizada de 22 anos?

KJ: Eu sinto que a vida que eu vivo é extraordinária em muitas maneiras mas que também vem com muitas responsabilidades. Eu tive que crescer muito rápido e lidar com situações em que a maioria das pessoas com 22 anos não tem que lidar. Há dias e semanas e meses em que você apenas não para.

CD: A pressão pode ser esmagadora às vezes.

KJ: Pode mesmo! E você me conhece e quão paranóica eu posso me tornar com as coisas mais pequenas. Se algo não está acontecendo do jeito que eu planejei, eu enlouqueço. Alguns dias eu quero ir viver em uma fazenda e não falar com ninguém e apenas morar no meio do nada.

CD: Que tipos de animais você teria?

KJ: Na minha fazenda? Eu teria literalmente um monte de animais. Eu teria sete cavalos porque eu acho que é uma quantidade razoável de cavalos para amar e cuidar, e ovelhas e cabras e galinhas e cachorros–tipo, 10 cachorros. Mas sem gatos porque eu não sou uma pessoa de gatos, a não ser que eles sejam gatos Savannah, que são tipo pequenos guepardos.

CD: Eu também quero muito um.

KJ: Eles são tão bons. Desculpa, eu fiquei muito animada com a pergunta.

CD: Você realmente pensou bastante sobre essa fazenda! Você cresceu no olho do público. Há alguma coisa que você sente que perdeu?

KJ: A resposta mais óbvia seria a faculdade, eu acho, mas eu nem sei se me arrependo disso. Eu tive uma infância bem normal e fui para a escola até a 10ª série (1º ano do EM no Brasil). Depois disso eu estudei em casa mas eu ainda vi vários dos meus antigos amigos. Eu não fui para o prom, contudo, o que foi meio chato. Eu não posso reclamar a não ser por agora, talvez, eu gostaria de ir à Disneylândia ou a uma praia pública. Ir a uma praia em paz seria encantador. Ser capaz de curtir e conhecer novas pessoas e não ter que ser incomodada seria incrível.

CD: Quando você tiver filhos–porque eu sei que você vai ter muitos–como você vai se sentir se um deles querer entrar no mundo da moda e se tornar famoso que nem a mãe deles? Você vai deixá-los ter acesso às redes sociais?

KJ: Eu acho que, definitivamente, vou colocar um limite de idade para isso e tentar mantê-los longe tanto quanto possível.  Eu sempre amei ser capaz de brincar no meu quintal com os meus animais, e o meu cachorro, e os meus amigos. Será interessante ver como o mundo será quando eu tiver filhos. Mas eu definitivamente não planejo tê-los tão cedo.

CD: Trazer crianças para o mundo é bem assustador agora, não é?

KJ: É super assustado.

CD: Nós temos que ter certeza de termos os nossos ao mesmo tempo para que eles cuidem um do outro. O que em particular te mantem acordada à noite?

KJ: É engraçado você perguntar porque eu tenho uma ansiedade tão debilitante por causa de tudo que vem acontecendo que eu acordo literalmente no meio da noite com assustadores ataques de pânico. Por onde eu começo? Tudo é tão horrível, é difícil nomear apenas uma coisa. Eu só acho que o mundo precisa de mais amor. Eu queria ter o poder de enviar o Cúpido ao redor do planeta, mesmo que isso soe brega. Você vai online e ver todo mundo dizendo coisa horríveis uns aos outros e é difícil se manter positivo. É difícil não ser comido vivo por toda a negatividade.

CD: O que significa ser uma supermodelo hoje versus 20 anos atrás?

KJ: Na verdade, eu falei sobre isso com algumas mulheres, tipo Cindy Crawford, que vem fazendo isso por muito tempo. Eu acho que as redes sociais tem muito a ver com o quanto está diferente. Muitas pessoas falam, “Ah, é muito mais fácil agora porque existe o Instagram. Você nem precisa mais de uma agência,” Mas isso não é verdade. Eu ainda tenho que ir a todos os castings, eu ainda tive que ir conhecer todos os fotógrafos, eu ainda tive que fazer tudo isso para chegar onde estou agora. Nenhum passo foi pulado porque eu tinha as redes sociais. Eu ainda tenho 12 horas de trabalho ou até mesmo 24 horas às vezes; eu ainda tenho que fazer tudo isso. Nós não trabalhamos menos do que as modelos dos anos 90.

CD: Rede social é uma besta interessante. Quando você tem mais de 85 milhões de seguidores no Instagram você talvez pode receber a atenção que não queira. O que você faz para não se tornar cansada?

KJ: Ultimamente eu tento ficar longe disso e eu definitivamente não leio os comentários. Eu acho que o Instagram é um local divertido na maioria das vezes. Eu gosto de ver o que as pessoas estão fazendo mas eu sigo mais contas com fotos de filhotes e animaizinhos e pessoas salvando animais. Esqueça o Twitter, que não é tão divertido esses dias. Apenas me faz sentir triste.

CD: É verdade. Mesmo que você entre por, tipo, um minuto você sabe que vai ler algo horrível, sobre você mesma ou sobre o mundo.

KJ: Eu nem ligo para mim mesma nesse ponto. [Risos]

CD: Do que eu tenho visto dos seus amigos, você sai com um grupo incrivelmente louco e criativo que está fazendo a sua própria coisa e que parece que não liga para o que as pessoas pensam deles. Você pegou um pouco disso? Você parece estar tomando mais riscos de moda.

KJ: Sim. Eu tenho certeza que estar na indústria da moda e ter tantos amigos que entendem de moda–pessoas jovens que morreriam por isso–me inspiram a tentar e a empurrar limites. Eu não tenho medo de tentar algo mesmo que eu saiba que ninguém irá gostar disso.

CD: Que amigo inspira você?

KJ: Tyler [the Creator] me inspira bastante. Ele é tão determinado em fazer algo que ele acho incrível. Ele acabou de abrir uma nova loja em Fairfax em Los Angeles e ele lançou um álbum incrível no último verão e agora ele está em turnê. O que quer que ele queira fazer, ele faz e na maneira mais legal e melhor. Eu gosto de pessoas que quebram o limite do que é esperado. Até você, cara! Você inspira bastante.

CD: Ha!

KJ: Não, de verdade! Você está aqui arrasando, fazendo filmes porque você quer. Eu quero ser como você, como Tyler, como todos os meus amigos.

CD: Você consideraria fazer a sua própria linha?

KJ: Kylie e eu temos nossa pequena marca que fazemos juntas e, na verdade, nos divertimos muito mas eu adoraria me afastar e fazer algo um pouco mais sério e realmente me sentar e testar meu cérebro e brincar com ele um pouco.

CD: Todas as vezes que vou à sua casa, você sempre tem um novo quadro na sua parede. Isso é algo que você está explorando?

KJ: Muitas pessoas não sabem disso sobre mim mas eu tenho um verdadeiro amor em design de interior. Eu estou trabalhando com uma designer chamada Martyn Bullard que é bem maravilhosa e quem me faz apaixonar pela arte, mais ou menos. Kanye também tem sido uma grande influência. Ele conhece muito de arte e tem peças incríveis em sua casa.

CD: O que você espera estar fazendo daqui a 22 anos?

KJ: Eu espero ter uma família e estar apaixonada. Eu apenas quero luz e felicidade e amor. E você! Eu quero você em minha vida!

CD: Esperançosamente um pouco desse amor alcançará as pessoas que estão distribuindo tanto ódio no mundo agora.

KJ: Espero que sim. Continuarei enviando vibrações positivas.


Fonte: Harper’s Bazaar



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